ASA capacita mais de mil novos cisterneiros e cisterneiras, diminui defasagem e fortalece Programa Cisternas

Em 2025, foram 1.065 novos cisterneiros e cisterneiras qualificados para atuar no P1MC e P1+2

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Kleber Nunes | ASACom

É pelas mãos habilidosas e dedicadas de homens e mulheres que a cisterna  – símbolo maior da democratização do acesso à água – ganha forma e ajuda a mudar a vida de milhares de famílias no Semiárido. Esse contingente de cisterneiros e cisterneiras vem crescendo à medida que o Programa Cisterna avança. Só neste ano, organizações da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA) capacitaram 1.065 novos profissionais.

As capacitações foram realizadas ao longo de 2025 em nove estados do Semiárido com oficinas promovidas por meio do Programa Um Milhão de Cisternas (P1MC) e do Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2). Nesses encontros, os alunos aprenderam a construir reservatórios para consumo humano de 16 mil litros e para a produção de alimentos, que têm capacidade de armazenar 52 mil litros.

Elieser Rodrigues da Silva, da comunidade Arisco, no município de Barreiras (CE), participou da capacitação realizada pelo Esplar – Centro de Pesquisa e Assessoria. Para o novo cisterneiro, o curso foi mais do que um momento de “troca de experiências de uma profissão árdua”.

“A gente luta com as pessoas que precisam mesmo da água. Depois da formação, o meu sentimento ao construir uma cisterna é de que eu estou ajudando aquela família a suprir uma necessidade, ou seja, um sonho que a família tinha e eu estou ajudando a realizar fazendo a minha parte e dando o meu melhor para isso”, afirma orgulhoso.

Elieser Rodrigues da Silva fez o curso de cisterneiros e cisterneiras no Ceará | Foto: Esplar

O sentimento de gratidão também é o que Francisco Antônio dos Santos, do município de Santa Quitéria (CE), sente ao preparar cada placa, cada viga e executar as demais etapas necessárias para erguer uma cisterna. 

“É muito gratificante para a gente fazer uma obra dessa na casa de uma família que vai poder desfrutar de uma água potável. É gratificante demais a pessoa está fazendo a cisterna e quando a gente acaba vê a alegria da pessoa, ela dizer que comprava água ou pegava água na cisterna de um amigo, e agora ‘eu vou ter minha cisterninha pra mim e a minha família’. Isso é bom demais”, diz Francisco.

Mais cisterneiros e cisterneiras é mais água no Semiárido

Mais do que pedreiros e pedreiras,  os cisterneiros e cisterneiras são verdadeiros “artesãos e artesãs da convivência com o Semiárido”. Segundo o assessor de coordenação do P1MC Leandro Santos, eles e elas são essenciais em todo o processo de implementação das tecnologias, não apenas na construção.

Embora o número venha crescendo e nos últimos dois anos tenha chegado a 2.209 de cisterneiros e cisterneiras capacitados pela ASA, a escassez desses profissionais ainda é um desafio. Isso se deve, em grande parte, ao desmantelamento das políticas públicas, incluindo o Programa Cisternas, durante os governos Temer e Bolsonaro.

“Principalmente o desgoverno Bolsonaro acabou afastando muita gente deste trabalho para buscar sobrevivência em outras atividades. A expectativa é que com a execução do novo termo de colaboração tenhamos uma continuidade nas capacitações e que a chegada de novos cisterneiros somados aos que estão no processo desde os últimos 2 anos, diminua essa defasagem no Semiárido. Isso é muito importante para garantir a execução dos contratos em tempo hábil”, explica Leandro Santos.

Confira o número de cisterneiros/as capacitados/as em 2025:

UFNOVOS/AS CISTERNEIROS/AS
AL18
BA184
CE249
MG90
PB135
PE180
PI145
RN34
SE30
Leia o Candeeiro sobre cisterneiros do Ceará

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