Novo SIGANET: sistema da ASA amplia a transparência na gestão dos programas

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Depois de quase 12 anos, o Sistema Integrado de Gestão e Auditoria (Siganet) está passando por uma atualização que deve impactar no trabalho de toda a rede ASA. A nova versão da ferramenta foi lançada nesta semana, após uma fase de testes.

O Siganet é utilizado pela Associação Programa Um Milhão de Cisternas (AP1MC), pessoa jurídica da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA), para acompanhar a execução dos projetos como O Programa Um Milhão de Cisternas (P1MC) e o Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2).  

A gerente de TI da AP1MC, Karina da Silva Correia, explica a função do sistema: “Ele é utilizado pela AP1MC e por todas as instituições dos estados que compõem a rede para acompanhar os projetos tanto na parte física quanto financeira”, afirma.

Entre as principais novidades está a integração via API, que permite que o sistema “converse” automaticamente com outras plataformas. Um exemplo já em uso é a integração com a API da Receita Federal, que traz automaticamente informações de CPF, CNPJ e razão social para o sistema, e a ideia futura é ampliar essas integrações, inclusive com o sistema do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS).

A nova versão também traz painéis de controle visuais que permitem ter uma visão geral do andamento dos projetos, incluindo a localização das cisternas no mapa do Semiárido, o que para Karina representa um ganho direto de transparência: “isso vai fazer com que o trabalho da ASA seja mais visível do que já é. Você consegue ter uma visão mais ampla desses números.”

Atendendo a uma demanda de usuários do sistema e da coordenação, o cadastro das famílias passa a incluir novas opções de gênero, buscando refletir melhor a realidade das comunidades atendidas pela rede. 

Em oficinas realizadas com equipes dos programas, foram levantadas demandas a partir do diálogo direto com técnicos e técnicas, o que resultou em funcionalidades pensadas para o dia a dia dos programas, como a possibilidade de organizar intercâmbios e visitas de campo dentro do próprio sistema, ajustes em filtros para facilitar o uso cotidiano e a geração de relatórios automáticos. As UGs já tiveram contato com o novo sistema e também terão espaço para trazer críticas e sugestões.

Por fim, a nova interface aposta em um layout mais simples, com navegação intuitiva e uso de gráficos para facilitar a leitura dos dados, embora, segundo a equipe responsável pelo desenvolvimento, a filosofia geral do sistema permaneça a mesma do modelo anterior.

Segundo Karina, a atualização do sistema representa uma mudança de tecnologia que deve impactar o trabalho de toda a rede, não apenas da AP1MC.

Histórico – A necessidade de um sistema surgiu quando a ASA começou a executar o Programa Um Milhão de Cisternas (P1MC), em 2003, e adotou um sistema desenvolvido em Delphi. Em 2009, esse sistema deu lugar ao Siganet. Na época, a novidade foi permitir o controle físico e orçamentário das atividades, com consultas possíveis pela internet. Centenas de gerentes e técnicos das Unidades Gestoras (organizações que executam projetos) passaram por capacitações para adotar a ferramenta.

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