ASA inicia novo ciclo de oficinas de sistematização com as redes de comunicação estaduais

Conheça o novo ciclo de oficinas da ASACom. Comunicadores de todo o Semiárido se reúnem para sistematizar experiências e fortalecer a comunicação popular.

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Helena Dias | ASACom

“A importância de conhecer o Candeeiro é ver que as realidades são diferentes de comunidade para comunidade, as pessoas sempre têm algo que muda ou acrescenta na história do outro.” A fala da agricultora e educadora popular, Vera Lúcia, de Palmeira dos Índios (AL), sintetiza bem a essência do intercâmbio de conhecimentos presente nas sistematizações da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA), mais conhecidas como “O Candeeiro”.

Compartilhando desta essência, a ASACom (Assessoria de Comunicação da ASA) inicia, a partir do mês de maio, mais um ciclo de oficinas de sistematização, que vai reunir comunicadores e comunicadoras da rede de todos os estados do Nordeste e do Norte de Minas Gerais. Ao todo, são sete oficinas, já que os estados de Alagoas e Sergipe; Rio Grande do Norte e Paraíba; Piauí e Maranhão vivenciarão o momento em conjunto.

O processo formativo tem duração de três dias e meio e conta com análises de conjuntura política, visita a campo e produções individuais de sistematização. O objetivo central é fazer com que a rede aprofunde o seu entendimento sobre a importância da sistematização das experiências de convivência com o Semiárido e sobre o papel de sistematizar.

“A sistematização de experiências é um grande instrumento metodológico que ajuda a perceber e descobrir as histórias dos povos do Semiárido, que são verdadeiros tesouros escondidos. Os Candeeiros iluminam para o mundo a capacidade de transformação dessas famílias diante das ameaças e dificuldades que encontram para realizar suas atividades no dia a dia. Não só das famílias, mas também de grupos de jovens, mulheres, de cada pessoa na sua singularidade”, pontua Verônica Pragana, assessora de coordenação na ASACom.

Oficina de comunicadoras e comunicadores da Rede ASA de Alagoas e Sergipe. 2024. Foto: Acervo ASA

Formações como essa vêm sendo realizadas ao longo de toda a história d’O Candeeiro, que começou com o nascimento do Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2), em 2007. São momentos de reflexão sobre a importância das histórias das pessoas do campo no Semiárido são essenciais para a transformação desta região que tem se tornado referência com relação ao enfrentamento da emergência climática.

O ciclo atual de oficinas será realizado até o fim de junho deste ano. No total, 121 comunicadores e comunicadoras participarão do processo formativo.

Essa iniciativa tem o apoio do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), no âmbito do Programa Cisternas.

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