“A importância de conhecer o Candeeiro é ver que as realidades são diferentes de comunidade para comunidade, as pessoas sempre têm algo que muda ou acrescenta na história do outro.” A fala da agricultora e educadora popular, Vera Lúcia, de Palmeira dos Índios (AL), sintetiza bem a essência do intercâmbio de conhecimentos presente nas sistematizações da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA), mais conhecidas como “O Candeeiro”.
Compartilhando desta essência, a ASACom (Assessoria de Comunicação da ASA) inicia, a partir do mês de maio, mais um ciclo de oficinas de sistematização, que vai reunir comunicadores e comunicadoras da rede de todos os estados do Nordeste e do Norte de Minas Gerais. Ao todo, são sete oficinas, já que os estados de Alagoas e Sergipe; Rio Grande do Norte e Paraíba; Piauí e Maranhão vivenciarão o momento em conjunto.
O processo formativo tem duração de três dias e meio e conta com análises de conjuntura política, visita a campo e produções individuais de sistematização. O objetivo central é fazer com que a rede aprofunde o seu entendimento sobre a importância da sistematização das experiências de convivência com o Semiárido e sobre o papel de sistematizar.
“A sistematização de experiências é um grande instrumento metodológico que ajuda a perceber e descobrir as histórias dos povos do Semiárido, que são verdadeiros tesouros escondidos. Os Candeeiros iluminam para o mundo a capacidade de transformação dessas famílias diante das ameaças e dificuldades que encontram para realizar suas atividades no dia a dia. Não só das famílias, mas também de grupos de jovens, mulheres, de cada pessoa na sua singularidade”, pontua Verônica Pragana, assessora de coordenação na ASACom.

Formações como essa vêm sendo realizadas ao longo de toda a história d’O Candeeiro, que começou com o nascimento do Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2), em 2007. São momentos de reflexão sobre a importância das histórias das pessoas do campo no Semiárido são essenciais para a transformação desta região que tem se tornado referência com relação ao enfrentamento da emergência climática.
O ciclo atual de oficinas será realizado até o fim de junho deste ano. No total, 121 comunicadores e comunicadoras participarão do processo formativo.
Essa iniciativa tem o apoio do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), no âmbito do Programa Cisternas.


