Troca de saberes e debate sobre a água marcam cursos de GAPA na Bahia

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Intercâmbio a viveiro de mudas fez parte do curso | Foto: Arquivo Apaeb Serrinha

Foi realizado nos dias 18 a 20 de março, nas comunidades de Lagoa do Frade, em Cansanção e na comunidade de Retiro, em Queimadas, ambas na Bahia, o curso Gestão de Água Para Produção de Alimentos (GAPA). O curso reuniu 50 famílias que receberão as tecnologias sociais do programa Uma Terra duas Águas (P1+2), da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA).  Executado na região pela APAEB Serrinha, o projeto é apoiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

No curso de GAPA, os agricultores e as agricultoras trocam experiências, sanam algumas dúvidas existentes sobre o projeto e expõem os conhecimentos adquiridos ao longo da sua vida como agricultores e agricultoras.

A fim de conhecer melhor cada tecnologia que o projeto executa, os animadores itinerantes apresentaram cada uma delas exemplificando e socializando entre os presentes.  Em Queimadas, o instrutor Luiz Sena passou para as famílias a importância da água para o nosso planeta, e sua gestão consciente, sempre com a participação dos agricultores que se mostravam interessados no assunto, citavam exemplos de como economizavam água, como faziam para driblar a seca e infinitas sugestões de consumo consciente. O debate se tornava uma troca de saberes.

Em Lagoa do Frade, em Cansanção, não foi diferente. Falou-se muito em convivência com Semiárido, soberania alimentar, gestão da água entre outros fatores que norteiam este bem tão vital. Mas foram além de debates e trocas de saberes: os agricultores e agricultoras visitaram duas comunidades vizinhas, Caixão e São Miguel, onde foi possível conhecer uma criação de suínos e um viveiro de mudas. Era notável a alegria e a empolgação daqueles agricultores e agricultoras, via-se nascer uma nova esperança. Ao fundo era possível ouvir ’’vou fazer igual quando minha cisterna ficar pronta’’. Não era só uma criação de suínos ou simplesmente um viveiro de mudas, para eles ali era talvez um esboço de um projeto, de um sonho que estava prestes a se realizar.

Com focos semelhantes, mas com metodologias diferentes, os instrutores fizeram dos três dias uma experiência estimulante, como ressalta Seu Fernando Simões Neto: ”Está sendo cem por cento proveitoso, e o bom é que a gente não vem apenas para aprender, vem trocar experiências. Tá valendo muito a pena. Isso é um sonho. Não vejo a hora de pôr em prática o que estou aprendendo aqui’’.
Dona Lucivana Brás Piauí não vê a hora da cisterna dela ficar pronta para sistematizar tudo o que aprendeu no GAPA. ’’Aprendemos muita coisa nova, coisas que a gente não tinha conhecimento. Está sendo maravilhoso. Tudo que estou aprendendo vou aqui vou fazer  quando receber  minha cisterna’’, finalizou.

Após os cursos de GAPA, as comunidades se preparam para dar início a mais uma etapa do projeto. De um lado, a comunidade Lagoa do Frade, em Cansanção, iniciará a Capacitação de Pedreiros no próximo dia 26 de março, e em Retiro, em Queimadas, as primeiras tecnologias já poderão ser iniciadas.

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