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| Alunas beneficiadas pelo Cisternas nas Escolas | Foto: Arquivo CAA |
Ontem, 22 de novembro em Brasília /DF, o Centro de Assessoria do Assuruá (CAA) recebeu o Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologias Sociais, edição 2011, na categoria Gestão de Recursos Hídricos. Com o projeto Cisternas nas Escolas: água de beber, água de comer e água de educar, desenvolvido em parceria com a Articulação no Semiárido Brasileiro (ASA) e a Secretaria de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza do Governo da Bahia (SEDES), a entidade conquistou o reconhecimento nacional durante o evento que reuniu as 27 finalistas.
A cerimônia aconteceu num clima agradável de afirmação e reconhecimento das experiências brasileiras para desenvolver tecnologias sociais que contribuem a melhoria da qualidade de vida do povo brasileiro. Na categoria da premiação que a organização concorreu, também estavam outras duas experiências, Água Sustentável: Gestão Doméstica de Recursos Hídricos do Instituto de Permacultura de Brasília/DF e o Programa Sombra e Água Viva da Cooperativa Agropecuária Regional de Palmeira dos Índios de Alagoas.
O coordenador executivo, Mário Augusto (Jacó) acompanhado de José Fernandes da Silva, Diretor do CAA, agradeceu na entrega do Prêmio, a todos os parceiros do poder público e da sociedade civil, em especial aos professores e alunos das escolas que participaram do projeto, por contribuírem no sucesso do Cisternas nas Escolas.
A experiência do Projeto Cisternas nas Escolas foi desenvolvida em 43 escolas da zona rural de 13 municípios do Estado da Bahia que não possuíam acesso à água. A tecnologia social consistiu na construção de cisternas de consumo e cisternas de produção de hortas em cada escola e mais 811 cisternas de consumo destinadas às famílias de baixa renda destas comunidades.
Além disso, o projeto contou com componentes importantes como capacitação e formação para a convivência sustentável com o semiárido para professores, crianças e famílias, pesquisa científica para validação da experiência e comunicação para disseminação da tecnologia e fortalecimento da identidade do semiárido.
O CAA, enquanto organização da sociedade civil, que luta pela implementação de políticas públicas para o semiárido, elaborando e replicando tecnologias sociais para o melhoramento da qualidade de vida da população, que historicamente sofreu o abandono das gestões governamentais, fato que hoje é demonstrado pelos índices de miséria concentrados nas famílias rurais do semiárido do nordeste brasileiro.
Sobre o Prêmio – Premiação que acontece a cada dois anos e tem como objetivo identificar, certificar, premiar e difundir Tecnologias Sociais já aplicadas, implementadas em âmbito local, regional ou nacional o evento da Fundação Banco do Brasil já está na sua sexta edição.
Por um lado, a edição 2011 do Prêmio Fundação Banco do Brasil conseguiu certificar 264 projetos que atenderam aos critérios estabelecidos no edital e se configuram como tecnologias sociais, as quais passarão a integrar o Banco de Tecnologia Social da Fundação
(www.fbb.org.br/tecnologiasocial). Por outro lado, as 27 experiências finalistas foram escolhidas por seguirem determinados critérios de efetividade, nível de sistematização da tecnologia e resultados qualitativos e quantitativos dentre 1116 inscrições feitas nesta edição.
Foram nove prêmios no valor de R$ 80 mil cada, divididos pelas cinco regiões do País e os quatro restantes por categoria especial: Direitos da Criança e do Adolescente e Protagonismo Juvenil, Gestão de Recursos Hídricos, Participação das Mulheres na Gestão de Tecnologias Sociais e Tecnologia Social na Construção de Políticas Públicas para a Erradicação da Pobreza.
Os prêmios contaram com o patrocínio da Petrobrás em parceria com o Ministério da Ciência e Tecnologia, da UNESCO e o apoio da KPMG Auditores Independentes.


