8 chapadas incríveis para conhecer no Semiárido

As chapadas são formações rochosas com topo plano que guardam cachoeiras, cânions, cavernas e uma sociobiodiversidade de impressionar

Compartilhe!

Kleber Nunes | ASACom

Comparadas a “caixas d’água” naturais, porque ajudam a abastecer nascentes e a perenizar rios da Caatinga, as chapadas também podem ser ótimos destinos para quem busca um passeio inesquecível no Semiárido brasileiro. Mais do que formações de relevo com topo plano em áreas de altitude elevada e laterais abruptas que formam paredões, elas guardam cachoeiras, cânions, cavernas e uma sociobiodiversidade de impressionar.

Neste mês de férias, que tal aproveitar os dias livres e explorar uma dessas montanhas? Para ajudar nessa missão, preparamos uma lista com indicações de chapadas que vale a pena conhecer. Tem opções para quem é do time dos aventureiros e também para quem curte uma viagem mais sossegada. Confira:

Chapada Diamantina | Foto: Luis Andrade/Pexels e Chapada do Arararipe | Foto: Sesc Cerará/Reprodução

Polos de Ecoturismo

1. Chapada do Araripe (CE, PE e PI)

É um platô sedimentar de imensa importância hídrica, popularmente chamada de a “caixa d’água do Sertão”. A região abriga uma floresta nacional exuberante e uma das maiores reservas de fósseis do período Cretáceo do mundo.

  • Atividades Turísticas: Prática de paleoturismo com visitas a museus de fósseis e sítios paleontológicos, banhos em fontes de águas naturais e minerais, trilhas guiadas na Floresta Nacional do Araripe e contemplação em mirantes geológicos.

2. Chapada Diamantina (BA)

Reúne as maiores altitudes da região Nordeste. É caracterizada por microclimas úmidos que sustentam trechos de Mata Atlântica e Cerrado, além de abrigar cânions, cavernas de quartzito e rios perenes com nascentes vitais para o sertão baiano.

  • Atividades Turísticas: Caminhadas de longa distância (como o famoso Vale do Pati), flutuação e mergulho em poços subterrâneos (Poço Azul e Poço Encantado), rapel, banhos em grandes cachoeiras (Fumaça, Buracão) e a contemplação do pôr do sol no Morro do Pai Inácio.

Chapada do Apodi | Foto: Governo do RN/Divulgação e Chapada da Ibiapaba | Foto: Duda Menegassi/Reprodução

3. Chapada do Apodi (RN e CE)

Uma superfície tabular de relevo plano e origem essencialmente calcária. Destaca-se pelos solos altamente férteis, ricos aquíferos subterrâneos e um enorme valor geoarqueológico devido à presença de cavernas e lajedos.

  • Atividades Turísticas: Turismo cultural e arqueológico no Lajedo de Soledade para observação de pinturas rupestres e fósseis da megafauna, exploração de cavernas calcárias e rotas de turismo técnico-agrícola.

4. Chapada da Ibiapaba (CE e PI)

Essa chapada funciona geologicamente como uma “cuesta” ou chapada assimétrica. A sua vertente voltada para o Ceará barra os ventos úmidos, criando um clima de montanha ameno com florestas tropicais e cachoeiras em contraste com a Caatinga vizinha.

  • Atividades Turísticas: Passeio de bondinho e exploração da Gruta no Parque Nacional de Ubajara, trilhas ecológicas por mirantes e cachoeiras frias, e turismo gastronômico em cidades de clima serrano.

Chapada do Vale do Rio Itaim | Foto: Nanda Hudson/Reprodução e Chapada de Irecê | Foto: Vitor Lima/Tripadvisor

Guardiãs da Biodiversidade

5. Chapada do Vale do Rio Itaim (PI)

É uma região de relevo tabular sedimentar situada no sudeste piauiense. Apresenta uma vegetação de Caatinga densa e preservada em seus platôs e encostas, sendo um motor para o impulso de cadeias produtivas sustentáveis.

  • Atividades Turísticas: Turismo rural focado na “Rota do Mel”, que permite o conhecimento do manejo apícola tradicional da região, além de trilhas rústicas para observação da flora endêmica do Semiárido e vivência comunitária sertaneja.

6. Chapada de Irecê (BA)

É um extenso platô de relevo plano e composição cáustica (calcária). Destaca-se pela alta fertilidade do solo e a presença marcante de água subterrânea no subsolo rochoso.

  • Atividades Turísticas: Agroturismo em propriedades da agricultura familiar, exploração de grutas locais e observação de fenômenos de sumidouros provocados pela dissolução química das rochas calcárias.

Chapada do Buíque | Foto: Eduardo Vessoni/Reprodução e Chapadão do São Francisco | Foto: Wikimedia Commons

7. Chapada do Buíque (PE)

É um complexo de chapadas e encostas sedimentares intensamente esculpidas pela erosão eólica e pluvial. O seu visual único é marcado por cânions e rochas exóticas, guardando ainda o segundo maior parque de sítios arqueológicos e arte rupestre do Brasil.

  • Atividades Turísticas: Caminhadas guiadas por trilhas arqueológicas, caminhadas pelos cânions do Catimbau e observação de formações areníticas icônicas, como a “Pedra do Cachorro”.

8. Chapadão do São Francisco / Gerais (Norte de MG)

Platôs elevados e planos que servem de transição ecológica entre o Cerrado e a Caatinga no Semiárido mineiro. Funcionam como áreas de recarga hídrica para os rios e veredas que deságuam na margem esquerda do Rio São Francisco.

  • Atividades Turísticas: Turismo literário e cultural com roteiros inspirados na obra de João Guimarães Rosa (Grande Sertão: Veredas), observação de aves em áreas de transição e ecoturismo pelas veredas de buritis.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *