Famílias da Região da Borborema são capacitadas para o manejo da água no arredor de casa

Compartilhe!

Famílias analisam as águas existentes na propriedade e como elas podem ser melhor aproveitadas para produção de alimentos |
Foto: Zélio Sales

Na região paraibana do Polo da Borborema, área de atuação da AS-PTA, entidade que atua como Unidade Gestora Territorial (UGT) do Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2), da Articulação no Semi-Árido Brasileiro (ASA), 258 famílias serão capacitadas em gestão da água para produção de alimentos.

No mês de julho, 158 famílias atendidas pelo programa já foram capacitadas. As oficinas aconteceram nos municípios de Esperança, Areial, Remígio e Queimadas. O primeiro momento de formação abordou a água no arredor de casa e práticas de manejo para produção de alimentos. O entorno da casa é um espaço no qual as mulheres têm domínio nas práticas de manejo da água e onde serão construídas as infraestruturas do P1+2.

Segundo José Camelo da Rocha, assessor técnico da AS-PTA e coordenador do P1+2, “essa capacitação tem o objetivo de levar conhecimento sobre a realidade em que as famílias vivem antes mesmo da construção de tecnologias para a captação de água da chuva. Nas oficinas, as famílias analisam as águas existentes na propriedade, de onde elas vêm e como podem ser aproveitadas para a produção de alimentos”.

Além disso, os encontros são espaços de fortalecimento da rede da agricultores agroecológicos na Borborema. “A capacitação é um momento de troca de conhecimentos entre as famílias. Muitas vezes elas moram na mesma comunidade, mas não têm contato. Sem contar que, durante os encontros, passam a ter um novo olhar sobre como estão produzindo, seja em volta da casa ou na propriedade como um todo”, explica Lucileide Alves Gertrudes, monitora rural do P1+2.

Ao participarem desses momentos de formação as famílias têm acesso a experiências postas em prática por outros agricultores de regiões semiáridas do mundo inteiro. Para a agricultora Rita Bidoro Felix, do município de Esperança, a oficina foi bastante produtiva. “Que pena que foram poucos dias. Para mim, foram dias de muito aprendizado. Quando chegar em casa vou fazer um  bebedouro  para os pintos”, disse referindo-se a um bebedouro feito de garrafa PET apresentado durante a capacitação.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *