Verônica Pragana | Asacom
Última oficina de planejamento do Sertão Vivo do ano acontece no Recife
Em três dias, cerca de 20 pessoas envolvidas com a iniciativa nos governos da Bahia, Sergipe, Paraíba e Ceará, além de representantes da AP1MC, BNDES e FIDA, discutiram assuntos essenciais para iniciar a execução do projeto
De terça a quinta-feira dessa semana (16 a 18), aconteceu mais uma oficina de planejamento do Projeto Sertão Vivo, no Recife. Mobilizando mais de 20 pessoas, a maioria de forma presencial, o encontro discutiu assuntos como os processos de mobilização e identificação das comunidades que vão ser atendidas pelo projeto, caminhos metodológicos da intervenção, além de processos e ferramentas de gestão e monitoramento das ações.
“A definição desses instrumentais será fundamental para as primeiras atividades do Projeto Sertão Vivo em campo e para a formação da equipe técnica que irá conduzir as ações junto às famílias”, comentou Raquel Zanon, da equipe do BNDES que acompanha o Sertão Vivo.
Segundo a coordenadora do Sertão Vivo na Bahia, Kamilla Ferreira, “momento como esse busca qualificar a execução do projeto e nos convoca a reafirmar nosso compromisso político na promoção do desenvolvimento rural sustentável, inclusão social e convivência com o Semiárido.”

Conheça o Sertão Vivo – O projeto alia, a partir da perspectiva territorial, ações de recuperação de áreas degradadas com iniciativas produtivas e formativas tanto para ampliar a resiliência das famílias e comunidades rurais do Semiárido à emergência climática, quanto para recuperar e proteger a Caatinga.
O bioma é reconhecido pela sua grande capacidade de sustentar o carbono no solo e na vegetação, evitando a sua liberação para atmosfera como gás carbônico, que reforça o efeito estufa, alimentando ainda mais o aquecimento do planeta.
A iniciativa envolve os governos estaduais na execução e a Associação Programa Um Milhão de Cisternas (AP1MC) – entidade que faz a gestão dos programas da ASA – na assessoria metodológica aos governos e no processo de monitoramento, avaliação e gestão de conhecimento.
Já o financiamento do projeto vem de fontes internacionais – Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrário da ONU (FIDA) e o Fundo Verde do Clima – e nacional – o Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES).
A oficina reuniu as equipes do projeto dos quatro estados já contratados – Bahia, Sergipe, Paraíba e Ceará – da AP1MC, além de representantes do BNDES e do FIDA.


