Em Riachão, comunidade rural situada a 8 km da sede do município de Malhada de Pedras (BA), a preocupação com o período da seca já foi amenizada e os tempos de dificuldades agora ficam apenas na memória como bem lembra seu Arquilino José de Souza, conhecido na comunidade como seu Quileu: “A situação aqui era muito precária, passamos uns tempos muitos difíceis, mas de uns tempos para cá agora a situação mudou.”
As mudanças anunciadas por seu Quileu começaram a acontecer no ano de 2006, quando a comunidade conquistou uma Bomba d’Água Popular, a BAP. Esta bomba foi instalada em um dos poços que existe na comunidade e é utilizada para dar água às criações.
A outras conquistas são lembrada por Seu Abias que é o Zelador da BAP na comunidade: “Antes dessas cisternas, água de beber não tinha aqui. Agora ficou muito melhor. Já tendo essa cisterna melhorou, depois chegou a de produção e agora o barreiro, que já pegou um pouco de água. Agora vai ficar muito melhor.”
As primeiras cisternas de consumo humano conquistadas pelas famílias de Riachão foram construídas pela Congregação das Irmãs Beneditinas através do Fundo Rotativo Solidário e em 2007 foram construídas mais 65 cisternas pelo P1MC (Programa Um Milhão de Cisternas) financiadas pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e construídas pela Associação Divina Providência, possibilitando que mais famílias tivessem acesso à água.
Antes das cisternas, a água era uma preocupação constante da comunidade, pois o rio onde as famílias buscavam água para beber, para o uso doméstico e para os animais fica a 10 km da comunidade. As famílias acordavam, muitas vezes, às 2 horas da manhã para buscarem água e isso afetava também a produção, pois sem ela, eram produzidas poucas hortaliças, como a cebolinha e o coentro, utilizadas no preparo da comida. Com a chegada da cisterna, de produção as famílias passaram a cultivar outras variedades melhorando a qualidade da alimentação.
Em Riachão, foram construídas 20 cisternas de produção pela Associação Divina Providência em Convênio com o Governo da Bahia através da Secretaria de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza (SEDES).
Em 2010, mais tecnologias para captar água de chuva chegaram à comunidade: foram construídos 15 barreiros trincheiras, 15 limpezas de aguadas e mais uma Bomba Popular através do Projeto Aguadas executado e Gerenciado pela Associação Divina Providência em parceria com o Instituto de Gestão das águas e Clima na Bahia, o INGÀ.
Andando pela comunidade é possível perceber as mudanças acontecendo: são os quintais produtivos que começam a desabrochar; a alegria e o entusiasmo por ter água de qualidade e acessível para beber e produzir, melhorando a saúde, a alimentação e conseqüentemente a qualidade de vida.
Para completar a lista das conquistas, recentemente chegou à comunidade a energia elétrica pelo Programa Luz Para Todos.


