Um olhar sensível e com senso de urgência para o contexto da desertificação no país. É o que a roda de diálogo “A comunicação na estratégia de combate à desertificação no Semiárido brasileiro”, realizada pela Articulação Semiárido Brasileiro (ASA), quer instigar na cobertura de coletivos de comunicação e veículos jornalísticos do Brasil. O evento virtual acontecerá na próxima terça-feira (04/08), das 14h às 16h30, via Zoom, e será aberto ao público em geral: Inscreva-se aqui!
A roda de diálogo é uma parceria com o Eco Nordeste e a Rede Cajueira e tem apoio técnico do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). Visa fortalecer a produção de informação de qualidade sobre temas relacionados à 17ª Coferências das Partes (COP17), da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD), que acontecerá entre os dias 17 e 28 de agosto, em Ulã Bator, na Mongólia.
Ivi Dantas, da coordenação executiva da ASA, e Alexandre Pires, diretor de Combate à Desertificação do Ministério do MMA, farão a abertura do momento virtual. Maristela Crispim, diretora do Eco Nordeste e Mariana Ceci, da Rede Cajueira, trarão um panorama dos desafios do jornalismo independente do Nordeste na cobertura de pautas socioambientais. Já Fernanda Cruz, coordenadora de Comunicação da ASA, vai evidenciar como a comunicação está pensada na estratégia política da Articulação para a construção da convivência com o Semiárido, além de apresentar o que está sendo levado para a esta edição da Conferência.
Cerca de 13% do Semiárido brasileiro já foi atingido pela desertificação e mais da metade da Caatinga, bioma exclusivo do Brasil e localizado majoritariamente no Nordeste, sofre com a degradação. As principais causas deste cenário são o avanço das mudanças climáticas e de ações humanas como o desmatamento e o mal uso do solo.
COP17 da UNCCD
A UNCCD coloca o tema da desertificação no centro do debate global e este ano tem como mote “Restaurando terras, restaurando a esperança”. Vai reunir 197 delegados das Partes da UNCCD, lideranças governamentais, empresariais e da sociedade civil, cientistas, juventudes, povos tradicionais e originários, agricultores e agricultoras familiares.
O objetivo é buscar soluções para os desafios ligados à desertificação, degradação da terra e à estiagem severa. A relevância da COP17 parte do reconhecimento de que a restauração de terras é fundamental para reduzir e prevenir migrações forçadas de povos e comunidades, assim como fortalecer a segurança humana em regiões vulneráveis.
A degradação da terra já afeta até 40% da superfície terrestre global, com repercussões de grande alcance para a produção de alimentos, a disponibilidade de água, os meios de subsistência e a estabilidade econômica. A conferência representa um momento decisivo para que os países e seus parceiros fortaleçam a implementação e mobilizem maiores investimentos em resiliência à estiagem severa e no manejo sustentável da terra.
Histórico da ASA
Não é de hoje que a ASA demarca os períodos da COPs da UNCCD com debates relevantes. Em 1999, organizações da sociedade civil organizada lançaram a Declaração do Semiárido Brasileiro, em paralelo à COP3. Já na COP 13, em 2017, o Programa Cisternas — política pública desenvolvida com ampla participação da sociedade civil — foi reconhecido como uma das mais eficazes medidas mundiais para combater a desertificação do solo e suas graves consequências sociais.
Em 2026, a Articulação Semiárido Brasileiro pretende incidir sobre o olhar da UNCCD para uma dimensão invisível, mas que afeta sobremaneira a relação do homem com o seu espaço de vida: a comunicação.
SERVIÇO
Roda de diálogo “A comunicação na estratégia de combate à desertificação no Semiárido brasileiro”
Terça-feira 04/08, das 14h às 16h
Via Zoom
As inscrições devem ser feitas via formulário. CLIQUE AQUI!


